
A quantidade de sessões de quimioterapia varia conforme o tipo de câncer, os objetivos do tratamento e a resposta do paciente aos medicamentos.
Receber a indicação de quimioterapia costuma despertar dúvidas. Uma das mais frequentes é sobre a duração do tratamento e quantas sessões serão necessárias para combater o câncer.
Não existe um número único de sessões válido para todos os pacientes. O planejamento da quimioterapia é individualizado e leva em consideração fatores como o tipo de tumor, o estágio da doença, os medicamentos utilizados, o objetivo do tratamento e a resposta do organismo ao longo das aplicações.
Em alguns casos, a quimioterapia é realizada por poucos meses. Em outros, pode se estender por períodos mais longos ou ser administrada continuamente enquanto apresentar benefícios clínicos.
O que determina o número de sessões?
Antes de iniciar o tratamento, o oncologista define um protocolo terapêutico baseado nas características do câncer e nas condições de saúde do paciente.
Esse planejamento considera os seguintes aspectos:
- tipo e localização do câncer;
- estágio da doença;
- objetivo da quimioterapia;
- medicamentos que serão utilizados;
- idade e estado geral de saúde do paciente;
- resposta do organismo durante o tratamento.
Por isso, duas pessoas com o mesmo tipo de câncer podem receber esquemas diferentes de quimioterapia.
O que são ciclos de quimioterapia?
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a quimioterapia normalmente não é administrada todos os dias.
O tratamento costuma ser organizado em ciclos, que alternam períodos de aplicação dos medicamentos com intervalos de descanso. Esse tempo permite que o organismo se recupere dos efeitos da medicação, principalmente as células saudáveis da medula óssea, da pele e do trato gastrointestinal, que também podem ser afetadas pelos quimioterápicos.
Um ciclo pode variar bastante conforme o protocolo. Existem esquemas em que o paciente recebe a medicação durante um dia e retorna apenas após duas ou três semanas. Em outros, as aplicações acontecem durante vários dias consecutivos antes do período de descanso.
Como saber se a quimioterapia está funcionando?
A resposta ao tratamento é acompanhada ao longo de todo o processo. Além da avaliação clínica, o médico pode solicitar exames de sangue, tomografia computadorizada, ressonância magnética, PET-CT ou outros exames específicos para verificar se o tumor diminuiu, permaneceu estável ou respondeu ao tratamento.
É importante destacar que a presença ou a intensidade dos efeitos colaterais não indicam se a quimioterapia está funcionando. Algumas pessoas apresentam poucos sintomas e respondem muito bem ao tratamento, enquanto outras podem apresentar reações mais intensas sem que isso esteja relacionado à eficácia dos medicamentos.
Quais são os principais efeitos colaterais?
Os efeitos variam conforme os medicamentos utilizados e as características de cada paciente.
Entre os mais comuns estão:
- fadiga;
- náuseas e vômitos;
- queda de cabelo (em alguns protocolos);
- redução da imunidade;
- anemia;
- alterações no intestino;
- perda de apetite;
- feridas na boca.
Atualmente, muitos desses efeitos podem ser prevenidos ou controlados com medicamentos e acompanhamento multiprofissional, permitindo que o tratamento seja realizado com mais segurança e qualidade de vida.
A importância do acompanhamento multidisciplinar
O planejamento terapêutico é realizado de forma individualizada, considerando as características de cada caso e utilizando protocolos baseados nas evidências científicas mais atuais. O acompanhamento multidisciplinar contribui para maior segurança durante todas as etapas do tratamento.
O Hospital Santa Joana conta com equipe especializada em oncologia clínica, além de estrutura para diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com diferentes tipos de câncer.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
Bibliografia
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