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Equipe Santa Joana - Equipe Santa Joana Atualizado em 16/10/2026

Urologia

7 minutos de leitura

Como expelir cálculo renal na uretra e quando é preciso fazer cirurgia?

Saiba como expelir cálculo renal na uretra, veja sintomas da passagem da pedra e quais tratamentos podem ajudar. Entenda também quando procurar atendimento
Resumo
  • Cálculos pequenos podem sair naturalmente, mas a possibilidade depende do tamanho, da localização e das condições clínicas 
  • A pedra se forma nos rins, passa pelo ureter até chegar à bexiga e atravessar a uretra para sair do corpo
  • A hidratação constante gera volume urinário que facilita a descida da pedra e evita cirurgias
  • Crises renais graves que levam ao hospital são mais comuns em períodos de clima quente
  • Pedras maiores geralmente demandam intervenções cirúrgicas, como o uso de laser

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como expelir cálculo renal na uretra​

A dor da cólica renal pode ocorrer quando a pedra passa pelo ureter; ardor ao urinar e pressão pélvica podem indicar a passagem do cálculo 

Começa assim: você sente uma pontada nas costas que rapidamente evolui para uma cólica intensa, irradiando para o pé da barriga. Logo depois, surge uma vontade frequente de ir ao banheiro, acompanhada de ardor. Esses são sinais da cólica renal.

Quando o cálculo se solta do rim e inicia a descida em direção à bexiga, a dor se torna o principal sintoma de que a pedra está a caminho da saída. Fatores ambientais também influenciam o surgimento dessas crises dolorosas. 

Casos de pedras nos rins costumam ser mais frequentes durante períodos de calor intenso, por causa do aumento da transpiração e da diminuição na ingestão de água. A Secretaria de Saúde de São Paulo diz que o aumento do diagnóstico pode chegar a 30% em períodos mais quentes.

Nessas épocas, a atenção aos sinais de alerta e aos cuidados médicos deve ser redobrada para evitar complicações graves. Saber como agir nesse momento faz diferença no controle da dor e na prevenção de problemas maiores. 

Muitas dúvidas surgem sobre o tempo que a pedra leva para sair e quais atitudes facilitam esse processo. A intervenção médica, aliada a hábitos simples, define o sucesso da expulsão do cálculo.

O Hospital Santa Joana conta com estrutura hospitalar para a investigação e o tratamento de cálculos urinários. Oferecendo suporte aos pacientes desde a avaliação inicial até a realização de procedimentos, quando necessários.

 Ele está localizado na Avenida Joaquim Nabuco, 200, no bairro das Graças. Para realizar a sua avaliação, veja as informações abaixo:

O caminho da pedra: ureter ou uretra?

Existe uma confusão anatômica comum ao falar sobre vias urinárias. O cálculo renal se forma dentro dos rins. Quando ele se movimenta, passa primeiro pelo ureter, o tubo fino que liga o rim à bexiga. 

É nessa fase que ocorre a famosa e intensa cólica renal, devido à dificuldade da pedra em passar por um canal estreito. Após chegar à bexiga, o cálculo precisa passar pela uretra, o canal que transporta a urina para fora do corpo. 

Nas mulheres, a uretra é curta, o que costuma facilitar a expulsão final. Nos homens, o canal é mais longo. Independentemente da anatomia, a fase final de eliminação exige cuidados específicos para evitar lesões no canal urinário.

É fundamental que esse percurso seja monitorado de perto por um profissional. Cálculos urinários podem causar obstruções severas e infecções perigosas se não forem tratados rapidamente. O acompanhamento médico permite identificar que a pedra está progredindo sem colocar o sistema urinário em risco.

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Como expelir cálculo renal na uretra?

Cálculos pequenos têm alta probabilidade de serem eliminados espontaneamente pelo organismo. A estratégia principal para ajudar o corpo nesse momento depende diretamente do volume de líquidos e da movimentação física. Ingerir em média dois litros de água diariamente ajuda a expelir pedras menores.

Beber água de forma constante aumenta a produção de urina e cria uma pressão natural que empurra o cálculo para fora. Além de auxiliar na prevenção da formação dessas pedras, assim como o consumo de frutas, legumes e sal moderadamente, diz a Secretaria de Saúde do Estado de Sergipe.

Esse aumento no volume de urina ajuda a pedra a descer pelo canal urinário, diminuindo a necessidade de intervenções médicas invasivas. Durante uma crise a hidratação excessiva e repentina pode aumentar a pressão na via urinária obstruída, tornando a dor mais intensa.

Por isso o ideal é sempre ingerir líquido de forma moderada e contínua, ou de acordo com a orientação médica. Atividades físicas leves, como caminhadas, também colaboram com o processo de descida. 

A gravidade e a movimentação do corpo auxiliam o deslocamento da pedra pelo trato urinário. Mas se a pessoa estiver com dor intensa, o repouso com medicação adequada é a prioridade até que a dor seja controlada. Manter-se ativo e bem hidratado é a melhor forma de apoiar o trabalho natural do seu corpo. 

Evite receitas caseiras ou chás que prometem dissolver a pedra de forma imediata e que não tenham comprovação científica. O médico deve ser sempre consultado. O uso exagerado de certas substâncias pode até agravar a irritação no estômago ou sobrecarregar os rins durante a crise.

Sintomas de que o cálculo está na uretra

Quando a pedra finalmente chega à bexiga e entra na uretra, os sintomas mudam. A dor lombar aguda tende a diminuir, dando lugar a desconfortos na região pélvica. Você pode notar uma pressão constante na bexiga e uma urgência contínua para urinar, mesmo que saia pouco líquido.

O momento da expulsão pela uretra causa ardor ou uma dor em pontada na saída do canal. Algumas vezes, é possível observar um leve sangramento na urina, causado pelo atrito da pedra com a mucosa sensível. Assim que a pedra é expelida, o alívio da dor costuma ser quase imediato.

Medicamentos que auxiliam o processo

O uso de remédios tem dois objetivos: controlar a dor e facilitar a passagem da pedra. Médicos urologistas podem prescrever analgésicos e anti-inflamatórios para reduzir o inchaço nos canais urinários e aliviar o sofrimento durante a descida do cálculo.

Há também a prescrição de bloqueadores alfa-adrenérgicos. Esses medicamentos relaxam os músculos do trato urinário, facilitando a passagem. Com o canal mais relaxado, a pedra encontra menos resistência para chegar à bexiga e passar pela uretra. O uso dessas medicações exige sempre receita e acompanhamento médico rigoroso.

Sinais de alerta para buscar o pronto-socorro

Nem toda pedra sai sozinha e o acompanhamento médico é fundamental para monitorar a eliminação ou intervir se necessário. Algumas pedras ficam presas, bloqueando o fluxo de urina e causando riscos graves à função dos rins. 

O monitoramento evita que o quadro evolua para infecções generalizadas. Procure uma emergência médica se apresentar:

  • Febre ou calafrios, que podem indicar uma infecção urinária grave
  • Retenção urinária total, quando há vontade de urinar, mas nada sai
  • Dor intensa que não melhora mesmo com as medicações prescritas
  • Náuseas e vômitos persistentes que impedem você de beber água

Procedimentos para cálculos retidos

Quando o cálculo é grande, a intervenção médica ativa se torna necessária. Pedras maiores dificilmente saem de forma natural e podem causar danos permanentes aos rins se não forem removidas. 

A ureterorrenoscopia é um dos tratamentos mais comuns para pedras que não saem sozinhas. O médico utiliza um aparelho muito fino com câmera que entra pela uretra para localizar a pedra. O cálculo é então fragmentado com o uso de laser e retirado com pequenas pinças, sem a necessidade de cortes na pele.

Outra opção é a litotripsia por ondas de choque, que quebra a pedra em pedaços menores através de vibrações aplicadas por fora do corpo. Os fragmentos menores são então eliminados naturalmente pela urina. A escolha da melhor técnica depende do tamanho e da posição da pedra, decisão que deve ser tomada por um urologista.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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