
O exame visualiza o esôfago, o estômago e o duodeno, permitindo diagnosticar e tratar diversas condições do trato gastrointestinal.
Começa assim: você sente uma queimação persistente no estômago após as refeições ou percebe uma dificuldade incômoda para engolir os alimentos. Ao relatar esses desconfortos no consultório, o médico solicita uma endoscopia digestiva alta. É natural sentir certa apreensão ao receber o pedido. O procedimento é uma das ferramentas mais seguras e eficientes para entender exatamente o que está acontecendo no seu corpo.
A endoscopia serve para visualizar diretamente o interior do trato gastrointestinal superior. O médico introduz um tubo fino e flexível, chamado endoscópio, pela boca do paciente. Na ponta desse equipamento existe uma câmera de alta resolução que transmite imagens em tempo real para um monitor. Esse exame funciona como o padrão principal para identificar detalhadamente feridas e alterações no estômago e no duodeno.
Dessa forma, o especialista consegue avaliar minuciosamente as paredes do esôfago, do estômago e do duodeno. O duodeno corresponde à primeira porção do intestino delgado. Qualquer alteração na mucosa desses órgãos pode ser identificada com precisão milimétrica. A análise detalhada permite que o médico encontre inflamações e até tumores em estágios iniciais.
O Hospital Santa Joana conta com estrutura para a realização de vários exames e com médicos especialistas prontos para atendê-lo.
Ele está localizado na Avenida Joaquim Nabuco, 200, no bairro do Recife.
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Quais sintomas indicam a necessidade do exame?
Os médicos solicitam a endoscopia para investigar a causa raiz de queixas digestivas que não melhoram com mudanças de hábito ou que causam impacto na qualidade de vida. O exame tira o diagnóstico do campo das suposições. Ele é considerado o meio principal para avaliar dores persistentes e quadros de má digestão.
O procedimento ajuda a esclarecer diversos sinais de alerta que o corpo emite.
Algumas das indicações clínicas mais frequentes incluem:
- dores na região superior do abdome e desconfortos gástricos frequentes;
- azia crônica e episódios frequentes de refluxo;
- náuseas e vômitos persistentes;
- dificuldade para engolir (condição conhecida como disfagia) ou dor ao engolir;
- perda de peso sem explicação aparente;
- sinais de sangramento digestivo, como fezes muito escuras ou vômito com sangue.
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Quais doenças a endoscopia ajuda a diagnosticar?
O exame é o padrão-ouro na gastroenterologia para a detecção de anomalias estruturais e inflamatórias. A visualização direta permite que o médico identifique lesões em fases bem no começo, o que ajuda muito no tratamento. Além disso, o procedimento é essencial para diagnosticar feridas conhecidas como úlceras e outras inflamações importantes.
Abaixo, listamos as principais condições identificadas por meio deste procedimento:
| Condição clínica | O que o exame identifica |
|---|---|
| Gastrite e esofagite | inflamações na mucosa do estômago e do esôfago, respectivamente. |
| Doença do refluxo (DRGE) | danos causados pelo retorno do ácido estomacal ao esôfago. |
| Úlceras pépticas | feridas abertas no revestimento do estômago ou do duodeno. |
| Infecção por H. pylori | presença da bactéria responsável por inflamações e úlceras gástricas. |
| Hérnia de hiato | deslizamento de parte do estômago em direção ao tórax. |
| Doença celíaca | alterações nas vilosidades do duodeno causadas por intolerância ao glúten. |
| Pólipos e tumores | crescimentos anormais de tecido que podem ser identificados precocemente. |
Qual o papel da biópsia durante a endoscopia?
Muitas vezes, apenas olhar a aparência da mucosa não é suficiente para um diagnóstico definitivo. É nesse momento que a biópsia se faz necessária. Trata-se da coleta de minúsculos fragmentos de tecido de áreas que pareçam suspeitas ou inflamadas. Esse processo também é utilizado para detectar infecções causadas por bactérias no sistema digestivo.
Esse material recolhido segue para análise em laboratório. A biópsia é fundamental para confirmar infecções pela bactéria Helicobacter pylori, validar o diagnóstico de doença celíaca e diferenciar lesões benignas de tumores malignos. O processo de coleta é totalmente indolor, pois a parte interna do trato digestivo não possui terminações nervosas para esse tipo de estímulo.
Como o procedimento funciona também como tratamento?
Além da função diagnóstica, a endoscopia possui uma aplicação terapêutica essencial. O endoscópio possui um canal de trabalho pelo qual o médico pode inserir pinças e outros instrumentos delicados. Com isso, o especialista consegue realizar tratamentos e biópsias com grande precisão.
Assim, é possível realizar intervenções minimamente invasivas durante o próprio exame. O médico pode retirar pólipos antes que se tornem um problema maior, estancar sangramentos de úlceras ou varizes esofágicas e remover corpos estranhos engolidos acidentalmente. O profissional também pode dilatar áreas do esôfago que sofreram estreitamento, aliviando problemas de disfagia.
Como funciona o preparo e quanto tempo dura o exame?
O sucesso e a segurança do procedimento dependem de um estômago completamente vazio. O paciente precisa realizar um jejum absoluto de 8 a 12 horas antes da endoscopia, conforme a orientação médica.
A ingestão de água costuma ser proibida nas horas que antecedem o exame para evitar riscos de aspiração para os pulmões.
O exame em si é bastante rápido. A duração média é de 5 a 20 minutos. Para garantir o conforto e evitar reflexos de engasgo, o paciente recebe um anestésico local em spray na garganta e uma sedação leve na veia. O uso de medicamentos sedativos garante que o paciente realize o exame com total segurança e sem qualquer incômodo.
Após a alta, é obrigatório ter um acompanhante maior de idade, pois os efeitos da sedação impedem a condução de veículos e a tomada de decisões importantes no restante do dia. Você dorme ou relaxa profundamente durante o processo e acorda pouco tempo depois, já na sala de recuperação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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