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Equipe Santa Joana - Equipe Santa Joana Atualizado em 13/08/2026

Ginecologia e Obstetricia

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Quem está amamentando pode tomar creatina? O que diz a ciência sobre a suplementação nesse período

Entenda se mulheres que estão amamentando podem tomar creatina e quando buscar apoio médico.

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quem está amamentando pode tomar creatina

Ainda não há estudos suficientes que comprovem a segurança da creatina durante a amamentação

Muitas mulheres que treinavam regularmente antes da gravidez sentem vontade de retomar a rotina de exercícios físicos no período da amamentação. É nesse momento que a dúvida sobre a creatina costuma aparecer.

O suplemento é bastante popular entre quem pratica musculação e outros esportes. O que acontece é que o corpo da mulher nessa fase funciona de um jeito diferente e qualquer decisão sobre suplementação exige mais cautela.

A substância não é considerada proibida, mas também não existe garantia científica sobre os efeitos no bebê. É por isso que o uso só deve acontecer com orientação médica.

O que é a creatina e para que ela serve?

A creatina é uma substância produzida naturalmente pelo corpo, e também encontrada em alimentos como carnes vermelhas e peixes. De acordo com estudos (2025) os índices de creatina no sangue de mães veganas são mais baixos que os das mães onívoras. Há autores que especulam que a suplementação de creatina pode ajudar a evitar síndromes de deficiência de creatina, mas ainda não existem estudos suficientes que testem essa hipótese.

Sua função principal é ajudar na produção rápida de energia durante esforços físicos intensos, o que explica por que ela é tão usada por atletas e praticantes de musculação. Além do desempenho nos treinos, o suplemento também está relacionado à recuperação muscular e à redução da fadiga após o exercício.

Existe correlação entre creatina e o leite materno?

Existe uma correlação possível, mas ainda pouco estudada. Diversas substâncias presentes no sangue da mãe podem ser transferidas para o leite materno, principalmente por difusão passiva, e a creatina é uma delas.

Por ser uma molécula pequena e solúvel em água, ela tem maior probabilidade de passar para o leite em comparação com substâncias maiores.

Alguns estudos preliminares avaliaram os níveis de creatinina no leite materno após a suplementação e não encontraram alterações significativas. Ainda assim, especialistas reforçam que a extensão real dessa transferência, e os possíveis efeitos no organismo do bebê, ainda precisam de investigação mais aprofundada.

Há evidências científicas suficientes sobre o consumo de creatina na amamentação?

Não. Essa é a resposta mais direta que a ciência oferece até o momento. Não existem estudos controlados em humanos que tenham avaliado especificamente a segurança da suplementação de creatina durante a amamentação.

O que existe são dados sobre o uso da creatina em adultos de forma geral, que costumam apontar boa tolerância em doses comuns, mas isso não pode ser automaticamente estendido para o contexto da lactação.

Essa lacuna de conhecimento acontece porque o sistema renal e metabólico de um recém-nascido ainda está em desenvolvimento, o que pode tornar o bebê mais sensível a substâncias transferidas em quantidades maiores do que as naturalmente presentes no leite.

Diante dessa incerteza, organizações voltadas à medicina do esporte e à nutrição tendem a recomendar cautela. Sugere-se que a suplementação seja evitada ou, quando considerada, feita apenas sob avaliação individualizada de um profissional de saúde.

E os efeitos colaterais na própria mãe?

Em adultos saudáveis, a creatina costuma ser bem tolerada, mas alguns efeitos colaterais já foram relatados, como desconforto gastrointestinal e maior necessidade de hidratação.

Mulheres com problemas renais, hipertensão ou que fazem uso de outros medicamentos merecem atenção redobrada, já que esses fatores podem aumentar os riscos associados ao suplemento.

Também vale reforçar a importância de escolher produtos de procedência confiável, já que suplementos de baixa qualidade podem conter contaminantes.

O que fazer se você amamenta e tem uma rotina pesada de exercícios físicos?

Se você está amamentando e mantém, ou pretende retomar, uma rotina intensa de treinos, o primeiro passo deve ser sempre conversar com o médico responsável pelo seu acompanhamento.

Só o médico poderá avaliar seu histórico de saúde, a fase da amamentação e a real necessidade da suplementação no seu caso específico. Um nutrólogo também pode ajudar a entender se a alimentação já supre as necessidades energéticas para os treinos, sem a necessidade de suplementos adicionais.

Evite iniciar a suplementação por conta própria, com base apenas em recomendações de terceiros ou conteúdos genéricos na internet. Cada organismo responde de um jeito, e o período da amamentação exige uma avaliação individualizada, que leve em conta tanto a sua saúde quanto a do bebê.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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